![]() |
| Imagem reprodução
Por Adriana Ishikawa
Aquele homem no balcão do bar,
Devorava-te com o olhar,
Não imaginava a quão fera,
Inquieta, serena, complexa,
Dentro dela estava a morar.
Aquele homem desconhecido,
Tentava lhe despir a alma,
Intocável, fechada, caótica,
Não era para ele essa nudez.
Conseguir essa essência despida,
Missão concluída por poucos.
Aquele homem que não a conhecia,
Que não a lia, nem ao menos seu nome sabia,
Talvez a achasse frágil, sozinha.
Coitado!
Mal imaginaria que sua melhor companhia
Eram pensamentos vagos, soltos pelo vento.
Aquele homem que a via,
Deslizando a mão sobre a mesa de madeira,
Rindo de qualquer besteira,
Fantasiava suas necessidades.
Coitado!
Mal ele imaginaria que ela é mulher de verdade.
|
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Mais um conto de bar
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Por Armindo Paim
As flores salpicam
Ser Adriana
Levantar o céu
Deixar a noite escrever
Sorrir para vida em sentido caminhante
Escrever o teu nome
Reacender memórias que se apagam na escuridão das cinzas
Quem és tu?
Menina mulher
Que no gingar da baiana pintas quadros sem destaque
És borboleta
A tempestade em tempos de luar
Teu perfume me conduz
Nas ruas das madalenas
Teu nome gravado
Numa praça
Que vende sonhos
Quem és tu ?
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Sentimentos oscilados
Por Adriana Ishikawa
Eu odeio...
quando passa a mão sobre meus cabelos, bagunçando minhas madeixas;
quando pergunta como estou, mesmo sabendo que estou bem.
quando me mima, mesmo quando não mereço.
quando cuida de mim, sem se importar com que eu te ache parecido com meu pai.
quando diz que me adora, mesmo quando eu não digo nada.
quando me faz rir, mesmo quando quero chorar.
quando é tão perfeito, mesmo com suas imperfeições.
quando me beija, mesmo quando estou nervosa.
quando me abraça, mesmo quando eu te evito.
quando se ausenta, mesmo quando estou arisca.
quando te adoro, mesmo quando te odeio.
que te quero por toda vida, mesmo quando evito que você entre pra ficar.
que te odeio, por tanto te adorar.
Eu odeio...
quando passa a mão sobre meus cabelos, bagunçando minhas madeixas;
quando pergunta como estou, mesmo sabendo que estou bem.
quando me mima, mesmo quando não mereço.
quando cuida de mim, sem se importar com que eu te ache parecido com meu pai.
quando diz que me adora, mesmo quando eu não digo nada.
quando me faz rir, mesmo quando quero chorar.
quando é tão perfeito, mesmo com suas imperfeições.
quando me beija, mesmo quando estou nervosa.
quando me abraça, mesmo quando eu te evito.
quando se ausenta, mesmo quando estou arisca.
quando te adoro, mesmo quando te odeio.
que te quero por toda vida, mesmo quando evito que você entre pra ficar.
que te odeio, por tanto te adorar.
quarta-feira, 20 de maio de 2015
O tempo e a colheita
Por Adriana Ishikawa
Destino desatino,
o que tens a me oferecer?
Entre vida de roseiras espinhosas,
olhares sumiram em multidões,
abraços perdidos no passado,
lembranças de um passado tão presente.
Presente saudoso,
do ávido passado,
que guiam nas entrelinhas,
através de desenhos do destino.
quem ensinam,
que acolhem,
que recordam.
Destino que enamora o futuro,
em aliança de amor,
renunciam vontades,
abdicam desejos,
para colheita do plantio no passado,
nem tão certo e nem tão errado.
![]() |
| Imagem: reprodução |
Destino desatino,
o que tens a me oferecer?
Entre vida de roseiras espinhosas,
olhares sumiram em multidões,
abraços perdidos no passado,
lembranças de um passado tão presente.
Presente saudoso,
do ávido passado,
que guiam nas entrelinhas,
através de desenhos do destino.
quem ensinam,
que acolhem,
que recordam.
Destino que enamora o futuro,
em aliança de amor,
renunciam vontades,
abdicam desejos,
para colheita do plantio no passado,
nem tão certo e nem tão errado.
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
Meu amor tem nome
Por Adriana Ishikawa
Se me questionarem sobre amor,
convictamente é gerar uma vida.
Se indagarem a saudade,
perpetuarei nela.
Se pronunciarem a dor,
não preciso mais explicações.
Se perguntarem de você,
eu anunciarei: amor, saudade e dor.
E se ainda restarem incertezas,
apenas complementarei:
partiu sem dar adeus;
firmou-me na saudade;
me destinou a dor;
aclareceu o que é vida.
E por fim, disse-me o nome do amor...
Logo declarou: Vitória.
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Por Jairo Gama
O coração pulsa como se fosse explodir.
Não sinto os pés.
Ilusões em meio a arrependimentos se mistura.
Uma dor inexplicável e a lembrança de momentos que você imagina que seria pra sempre.
O amor é apenas sentido quando não se pode compartilhar.
Fica os números de um bilhete premiado que você sabe que talvez nunca mais seja contemplado.
E a esperança que se um dia for saiba aproveitar melhor o prêmio.
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Quando a vida ensina
Por Adriana Ishikawa
que a vida é curta para os que não amam;
mas dolorosa para os que abrem o coração.
Um dia a gente encontra a paixão,
louca, ardente, consumidora,
mas conhece também o ciúmes.
Um dia a gente entende
que por melhor que tente ser,
nunca será bom o suficiente.
Um dia a gente sente
que não se escolhe o que sentir,
mas tem a opção de escolher.
Um dia a gente lamenta a ausência
dos beijos, abraços e carícias,
mas descobre uma forma de conviver sem eles.
Um dia a gente debulha em lágrimas,
possivelmente durante a jornada da noite,
mas ao amanhecer, tudo se renova.
Um dia a vida ensina
que você não é mais menina,
mas agora é uma mulher.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Das boas coisas que odeio:
Por Adriana Ishikawa

- A ausência do cheiro da pele,
- A falta das conversas fiadas,
- A privação das risadas,
- A lembrança dos beijos, abraços e caricias,
- A aversão de sentir isso tudo.

- A ausência do cheiro da pele,
- A falta das conversas fiadas,
- A privação das risadas,
- A lembrança dos beijos, abraços e caricias,
- A aversão de sentir isso tudo.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Síntese dos desejos
Por Adriana Ishikawa
Queria um prefácio da alma,
uma resenha dos sonhos,
histórias inusitadas,
versos de experiências,
conclusões concretas.
Queria afirmativas,
que explicassem mistérios,
com segredos expostos,
fins infinitos;
utopias reais.
Queria pelo simples de fato de saber,
mesmo que saber não me faria compreender,
imaginar que sei algo que jamais saberei.
Uma vida enigmática,
devaneios incertos,
destinos improváveis.
Quero a incógnita mágica,
da incompreensão compreendida.
dos laços desamarrados,
da infelicidade feliz,
que eterniza nos fragmentos da vida.
Apenas mais um desejo...
Queria um prefácio da alma,
uma resenha dos sonhos,
histórias inusitadas,
versos de experiências,
conclusões concretas.
Queria afirmativas,
que explicassem mistérios,
com segredos expostos,
fins infinitos;
utopias reais.
Queria pelo simples de fato de saber,
mesmo que saber não me faria compreender,
imaginar que sei algo que jamais saberei.
Uma vida enigmática,
devaneios incertos,
destinos improváveis.
Quero a incógnita mágica,
da incompreensão compreendida.
dos laços desamarrados,
da infelicidade feliz,
que eterniza nos fragmentos da vida.
Apenas mais um desejo...
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Incessante Procura.
Por Adriana Ishikawa
Como vai você?
Estou aqui esperando uma notícia sua,
um sorriso,
uma ligação,
uma nuance do que um dia existiu.
Estou aqui esperando uma notícia sua,
um sorriso,
uma ligação,
uma nuance do que um dia existiu.
Lembranças e saudades que ficaram,
da sua voz que penetrava meus ouvidos,
de lábios que lentamente percorriam os meus,
dos seus abraços que me acolhiam,
do seu olhar que cruzavam os meus.
da sua voz que penetrava meus ouvidos,
de lábios que lentamente percorriam os meus,
dos seus abraços que me acolhiam,
do seu olhar que cruzavam os meus.
Fragmentos e palavras,
não ditas e não reveladas,
que hoje batem no peito,
girando a maçaneta do coração.
Questionando-se:
Onde está você?
não ditas e não reveladas,
que hoje batem no peito,
girando a maçaneta do coração.
Questionando-se:
Onde está você?
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Entre riscos e rascunhos
Onde estão as cores do meu dia?
Azul, verde, amarelo, vermelho,
Entre tantas outras, somente a cinza.
Cinza que acinzenta minhas 24 horas.
Onde estão os rabiscos da alma?
Que desenham meu íntimo,
Pintando os moldes de minha essência,
Finalizando o meu verdadeiro “Eu”.
Onde estão os esboços da minha vida?
Com os fragmentos de felicidades roubadas,
De sonhos inacabados,
De certezas incertas.
E loucuras sensatas.
Meu dia, minha alma, minha vida...
Onde estão?
Por Adriana Ishikawa
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Um acaso de um caso
![]() |
| Imagem: Reprodução/ Google |
Por Adriana Ishikawa
Seria acaso,
Encontrar um caso.
Que por acaso
Sua alma casou?
Da intimidade,
Da mais profunda,
Daquele caso.
Um dia amou?
E das nuances
Daquele rosto,
Daquele olhar..
Por acaso
Ainda lembrou?
Por acaso,
Aquele caso,
Que talvez amasse,
Hoje choraste,
Da lembrança que ficou?
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Estilhaços da Paixão
![]() |
| Imagem Reprodução/Google |
Por Adriana Ishikawa
Às vezes me pergunto se você não sabe,
o quanto sabe do que eu sei,
o quanto sei do que sabe,
do quanto queria que soubesse.
Às vezes me pergunto se você não sente,
o quanto sente do que eu sinto,
o quanto sinto do que sente,
do quanto eu queria que sentisse.
Às vezes me pergunto se haveria uma nova oportunidade,
uma nova oportunidade que anseio,
o anseio que desejasse,
que ainda existisse um novo momento.
Às vezes me pergunto por que tantas lembranças,
o quanto lembro de ti,
o quanto lembra de mim,
o quanto ainda lembramos,
das lembranças que ainda temos.
Às vezes me pergunto se será para sempre,
não saber o que não sei,
Se eternizará o que eu sinto,
mesmo sem saber o que sente.
Se existiria um novo momento,
em que você me amasse,
mesmo sem saber se já me amou.
Ainda que há lembranças,
apenas lembranças agora serão?
As vezes me pergunto se para sempre,
para sempre eternizará.
Com ponteiros congelados,
dias nublados.
E eu a escrever,
Sempre a escrever...
o quanto queria voltar.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Dúvida desalenta
![]() |
| Imagem: Reprodução |
Por Adriana Ishikawa
De cores vivas,
Morto já está.
Aconchega-se ao lado esquerdo,
Deita-se em minha alma,
Sussurra acalento,
Desalento é seu momento.
Aquele amante, solitário.
É o coração...
Diz que tudo sabe:
Você sabe?
Eu sei.
O que sabe?
Não sei.
Intensa indecisão,
Palpitando uma resposta:
Que resposta?
Não sei,
Só sei da solidãoterça-feira, 28 de agosto de 2012
As Quatro estações
Sou feita de estações.
Primavera e verão;
outono e inverno.
Sem ordem e sem regras.
Apenas minha essência.
Sou a primavera quando entrelaço em seus abraços;
meu sorriso desabrocha como flores da estação;
os pássaros são azuis e as flores coloridas;
acompanham-me durante quatro meses.
Quebro regras, quando sou inverno;
ventania e tempo frio.
Não quero calor, não quero cores,
não quero folhas amareladas.
Não gosto desta estação cinza;
mas quando você se vai,
o tempo sempre esfria.
É uma confusão de clima, de tempo.
Torno-me outono após alguns meses.
As folhas caem, tempo ameno;
um tom amarelo predomina meu ser;
meio neutra e mais equilibrada!
Mas o que gosto mesmo é do calor;
Quente, alegre, com o brilho do sol.
Serão vividos durante o verão:
beijos ardentes e abraços calorosos.
Por fim aqueceremos nossas vidas;
para que eternize pelas quatro estações.
Adriana Ishikawa
terça-feira, 31 de julho de 2012
Fixação
Caí a noite, deito-me;
Em meio a vastos pensamentos
direciona a uma vertente: Você!
Questiono-me sobre esse vício da sua presença;
não acho respostas concretas,
não acho compreendimentos plausíveis,
Começo a entender que não há motivos e razões,
simplesmente fatos, momentos:
fato de sua existência,
momentos que passamos juntos.
Vem a madrugada, vento uivando;
soa como a nossa música;
Aquela que a cada vez que toca,
arranca sorrisos de meus lábios.
Um sonoro agradável..
Acompanhado de sua imagem em minha mente.
O dia quase amanhece, ainda sobre a cama;
Bate a saudade de acordar ao seu lado,
ter o beijo de bom dia,
o abraço mais aconchegante.
E ainda entrelaçados, sentir seu coração palpitar.
Enfim, caio no sono e em sonho...
Lá vem ele, belo e formoso,
estampado com um sorriso no rosto.
Mexe em meus cabelos,
pega em minhas mãos,
beija-me a testa.
Sutilmente puxa-me ao seu corpo,
tocando meus lábios, me beija.
O dia amanhece ensolarado,
ilumina o quarto pela janela
Acordo para mais um dia.
Em demasiado devaneios,
é com você que se inicia.
Por Adrina Ishikawa
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Dez minutos
Eu só preciso de dez minutos,
Para lhe dizer o quanto lhe queria;
Eu só preciso de nove minutos,
Para envolver-me em seus braços;
Eu só preciso de oito minutos,
Para ver em seus lábios, um sorriso;
Eu só preciso de sete minutos,
Para sentir seu toque sobre meu rosto;
Eu só preciso de seis minutos,
Para em seu olhar desvendar-te;
Eu só preciso de cinco minutos,
Para sentir seu cheiro;
Eu só preciso de quatro minutos,
Para as lágrimas caírem;
Eu só preciso de três minutos,
Para desde já, sentir saudades;
Eu só preciso de dois minutos;
Para dizer o quanto é importante para mim;
Agora preciso só de um minuto,
Para lembrar de uma vida toda e partir.
Para lhe dizer o quanto lhe queria;
Eu só preciso de nove minutos,
Para envolver-me em seus braços;
Eu só preciso de oito minutos,
Para ver em seus lábios, um sorriso;
Eu só preciso de sete minutos,
Para sentir seu toque sobre meu rosto;
Eu só preciso de seis minutos,
Para em seu olhar desvendar-te;
Eu só preciso de cinco minutos,
Para sentir seu cheiro;
Eu só preciso de quatro minutos,
Para as lágrimas caírem;
Eu só preciso de três minutos,
Para desde já, sentir saudades;
Eu só preciso de dois minutos;
Para dizer o quanto é importante para mim;
Agora preciso só de um minuto,
Para lembrar de uma vida toda e partir.
Adriana Ishikawa
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Aquela Mulher
Era uma vez, uma menina,
cheia de sonhos e fantasias.
Era uma vez uma adolescente,
com rebeldias em demasia,
Era uma vez uma moça,
nem mulher, nem menina,
mas exuberante e linda.
Um dia...tornou-se mulher;
Ninguém mais a reconhecia,
aquele olhar de menina, já não possuía,
a impertinencia da adolescente já ficou para trás.
E aquela moça?
Não existia mais.
Fragmentos da menina, da adolescente e daquela moça,
tornou-se apenas uma mulher.
Aquela que chorou pelos seus sonhos não realizados;
que arrependeu-se da falta de audácia;
que deixou seus traços delicados no passado.
Porém, ela é aquela quando você acorda pelas manhãs,
deixa seu café em sua mesa.
Ela é aquela que quando sorri,
o abraça e sorri contigo,
Ela é aquela que quando vê sua vitória,
se sente vitoriosa também.
Ela é aquela que quando sofre,
deseja para ti seu sofrimento pela sua felicidade.
Ela ...
é simplesmente aquela que te ama,
Que ama até seus defeitos.
Por Adriana Ishikawa
domingo, 25 de março de 2012
Inércias
Pulsante, pulsado...Será que já pulsou?
Coração insano, sem anseios.
Com paixões largadas em alguma esquina.
Perdeu-se!
Ou se fez perder?
Logo, não se sabe,
Diferença também não lhe faz.
Viajante, viajada...
Será que já viajou?
Alma prolixa, variante.
Com minuciosos passos,
Atravessa passarelas dos sonhos.
Quais são eles?
Logo, ela não sabe.
Diferença também não lhe faz.
Amante, amada...
Será que já amou?
Menina pragmática, sensata.
Com olhar cauteloso,
Acompanha o larápio dos seus sentimentos,
Quem é ele?
Logo, ela já não mais sabe.
Diferença também não lhe faz.
Por Adriana Ishikawa
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Mais um conto contemporâneo
Em um dos dias do mês de março, daquelas tardes lindas, onde o crepúsculo aparece de uma maneira sublime, enfeitando a chegada do anoitecer; deparei-me com o esboço de um anjo, tinha que ser um rascunho feito pelas delicadas mão de Deus, algo tão surreal que já era perfeito no seu ato de existir.
Moreno, com a pele dourada do sol; aqueles ombros largos... E que ombros, tinha as formas magistrais. Aqueles olhos claros!! Era um olhar hipnótico, misterioso com um “quê” de doçura, eu já nem sabia mais a definição do que estava vendo ou mesmo se estava vendo, a verdade é que eu tinha plena convicção do que sentia, isso sim... foi paixão!
Aquele doce ritmo de cada sorriso, cada abraço e nos beijos mais ardentes, me levaram aos embalos de nossos corpos e quando falava ao pé do meu ouvido, era como escutar minha canção predileta.
Então eu descobri que estava realmente apaixonada. Declarei minha paixão ao sete ventos, aos cantos do mundo. Ensaiava cantigas para ninar, só para fazê-lo dormir e ter o agrado de vê-lo abrir os olhos ao acordar, era um dos momentos mais prazerosos quando seus olhos abriam lentamente, o brilho de seu olhar iluminava minha alma, era um alimento para meu dia, tornou-se uma dependência.
Fui ludibriada... Já não tinha mais como retornar, deixei-me levar pelas energias emocionais daquele momento, que eram mágico, tão maravilhoso, mas tive o erro de acreditar que era permanentemente perfeito, pois não foi!
O sonho do príncipe urbano havia acabado, retornei a realidade caótica e diante este conto de fadas, meu orgulho ficou perdido em alguma página desta história de amor, que teve o prazo de validade vencido, onde o “para sempre” foi no máximo “até logo”.
A paixão é como fragmentar o coração, aqueles pedaços de lembranças, saudades, risos, alegrias e até mesmo as brigas da rotina do casal, serão colocados na caixa do esquecimento, não para serem esquecidos, simplesmente para não doerem, pois tudo de reconstitui com o devido tempo. Paciência!
E quando toda esta etapa concluir, você ainda conseguirá sorri e ser feliz por ainda conseguir amar.
Diz Antoine de Saint Exupéry: "Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não levam nada. Essa é a maior responsabilidade de nossa vida, e a prova de que duas almas não se encontram ao acaso".
Assinar:
Postagens (Atom)
















