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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Mais um conto de bar

Imagem reprodução



Aquele homem no balcão do bar, 
Devorava-te com o olhar, 
Não imaginava a quão fera, 
Inquieta, serena, complexa, 
Dentro dela estava a morar. 

Aquele homem desconhecido, 
Tentava lhe despir a alma, 
Intocável, fechada, caótica, 
Não era para ele essa nudez. 
Conseguir essa essência despida, 
Missão concluída por poucos. 

Aquele homem que não a conhecia, 
Que não a lia, nem ao menos seu nome sabia, 
Talvez a achasse frágil, sozinha. 
Coitado! 
Mal imaginaria que sua melhor companhia 
Eram pensamentos vagos, soltos pelo vento. 

Aquele homem que a via, 
Deslizando a mão sobre a mesa de madeira, 
Rindo de qualquer besteira, 
Fantasiava suas necessidades. 
Coitado! 
Mal ele imaginaria que ela é mulher de verdade.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Síntese dos desejos

Por Adriana Ishikawa


Queria um prefácio da alma,
uma resenha dos sonhos,
histórias inusitadas,
versos de experiências,
conclusões concretas.

Queria afirmativas,
que explicassem mistérios,
com segredos expostos,
fins infinitos;
utopias reais.

Queria pelo simples de fato de saber,
mesmo que saber não me faria compreender,
imaginar que sei algo que jamais saberei.
Uma vida enigmática,
devaneios incertos,
destinos improváveis.

Quero a incógnita mágica,
da incompreensão compreendida.
dos laços desamarrados,
da infelicidade feliz,
que eterniza nos fragmentos da vida.

Apenas mais um desejo...