sexta-feira, 18 de maio de 2012

Aquela Mulher



Era uma vez, uma menina,
cheia de sonhos e fantasias.
Era uma vez uma adolescente,
com rebeldias em demasia,
Era uma vez uma moça,
nem mulher, nem menina,
mas exuberante e linda.

Um dia...tornou-se mulher;

Ninguém mais a reconhecia,
aquele olhar de menina, já não possuía,
a impertinencia da adolescente já ficou para trás.
E aquela moça?
Não existia mais.

Fragmentos da menina, da adolescente e daquela moça,
tornou-se apenas uma mulher.
Aquela  que chorou pelos seus sonhos não realizados;
que arrependeu-se da falta de audácia;
que deixou seus traços delicados no passado.

Porém, ela é aquela quando você acorda pelas manhãs,
deixa seu café em sua mesa.
Ela é aquela que quando sorri,
o abraça e sorri contigo,
Ela é aquela que quando vê sua vitória,
se sente vitoriosa também.
Ela é aquela que quando sofre,
deseja  para ti seu sofrimento pela sua felicidade.
Ela ...
é  simplesmente aquela que te ama,
Que ama até seus defeitos.



Por Adriana Ishikawa









domingo, 25 de março de 2012

Inércias

Pulsante, pulsado...
Será que já pulsou?
Coração insano, sem anseios.
Com paixões largadas em alguma esquina.
Perdeu-se!
Ou se fez perder?
Logo, não se sabe, 
Diferença também não lhe faz.

Viajante, viajada...
Será que já viajou?
Alma prolixa, variante.
Com minuciosos passos,
Atravessa passarelas dos sonhos.
Quais são eles?
Logo, ela não sabe.
Diferença também não lhe  faz.

Amante, amada...
Será que já amou?
Menina pragmática, sensata.
Com olhar cauteloso,
Acompanha o larápio dos seus sentimentos,
Quem é ele?
Logo, ela já não mais sabe.
Diferença também não lhe faz.






Por Adriana Ishikawa






terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Mais um conto contemporâneo


Em um dos dias do mês de março, daquelas tardes lindas, onde o crepúsculo aparece de uma maneira sublime, enfeitando a chegada do anoitecer; deparei-me com o esboço de um anjo, tinha que ser um rascunho feito pelas delicadas mão de Deus, algo tão surreal que já era perfeito no seu ato de existir.

Moreno, com a pele dourada do sol; aqueles ombros largos... E que ombros, tinha as formas magistrais. Aqueles olhos claros!! Era um olhar hipnótico, misterioso com um “quê” de doçura, eu já nem sabia mais a definição do que estava vendo ou mesmo se estava vendo, a verdade é que eu tinha plena convicção do que sentia, isso sim... foi paixão!

Aquele doce ritmo de cada sorriso, cada abraço e nos beijos mais ardentes, me levaram aos embalos de nossos corpos e quando falava ao pé do meu ouvido, era como escutar minha canção predileta.

Então eu descobri que estava realmente apaixonada. Declarei minha paixão ao sete ventos, aos cantos do mundo. Ensaiava cantigas para ninar, só para fazê-lo dormir e ter o agrado de vê-lo abrir os olhos ao acordar, era um dos momentos mais prazerosos quando seus olhos abriam lentamente, o brilho de seu olhar iluminava minha alma, era um alimento para meu dia, tornou-se uma dependência.

Fui ludibriada... Já não tinha mais como retornar, deixei-me levar pelas energias emocionais daquele momento, que eram mágico, tão maravilhoso, mas tive o erro de acreditar que era permanentemente perfeito, pois não foi!

O sonho do príncipe urbano havia acabado, retornei a realidade caótica e diante este conto de fadas, meu orgulho ficou perdido em alguma página desta história de amor, que teve o prazo de validade vencido, onde o “para sempre” foi no máximo “até logo”.

A paixão é como fragmentar o coração, aqueles pedaços de lembranças, saudades, risos, alegrias e até mesmo as brigas da rotina do casal, serão colocados na caixa do esquecimento, não para serem esquecidos, simplesmente para não doerem, pois tudo de reconstitui com o devido tempo. Paciência!

E quando toda esta etapa concluir, você ainda conseguirá sorri e ser feliz por ainda conseguir amar.


Diz Antoine de Saint Exupéry: "Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não levam nada. Essa é a maior responsabilidade de nossa vida, e a prova de que duas almas não se encontram ao acaso".

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Fragmentos de um "Eu"

                                                                                                        
Sou prolixa e dramática
Sou insana e carismática.
De pensamento relativos,
E idéias complexas.

Sou a metade cheia, 
Sou a metade vazia.
Depende de quem me vê,
Depende de como me vê.

Sou da noite,
Sou do dia,
Sou da tarde,
Sou da manhã.
Sou de um momento,
Sou da eternidade.

A leitura é feita no olhar,
Palavras traduzidas nos lábios;
Num repasse se tornam gestos.
Não há enigmas, são só mistérios!

Sou um "quê" de quase tudo,
Com um "tudo" de quase nada.
Uma essência quase indecifrável,
As vezes, nem eu sei quem sou!  


 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Esboço de um príncipe

Um príncipe que nunca foi sapo, 
mas nem por isso não sabe dar seus pulos. 

Um príncipe contemporâneo,
mas com toda delicadeza dos medievais.

Um príncipe sensível,
mas sem perder a masculinidade.

Um príncipe que se encanta a primeira vista,
mas deseja para vida toda.



Por Adriana Ishikawa











sexta-feira, 20 de maio de 2011

Bem me quer, mal me quer










Peguei uma rosa no jardim;

"Bem me quer, mal me quer";
Descobri a inocência do amor;
Prolixas e indefinidas sensações,
No intimo de uma alma carente.

"Bem me quer, mal me quer";
Despi-me à perigosa sedução,
Em anseios de seus beijos,
No arder de seu olhar.

"Bem me quer, mal me quer";
Eu quero e você quer!






Por Adriana Ishikawa

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Conexão das Almas

Entre névoas, achei minha luz;
dos intensos beijos aos simples olhares,
dos desejos às saudades,
tenho meu caminho percorrido
abraçado aos mistérios,
sob a beleza de cada luar,
radiando o brilho esquecido
naquele simples olhar.

Uma prazerosa sintonia
de sentimentos e corpos,
Um enigmático desejo do amanhã,
vindo de um doce sonho real,
Conectados a dois seres,
os tornando uma só alma.



Por Adriana Ishikawa



terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Mundo Imaginário

Uma convergência de opostos,

Uma semelhança ilusória,

Uma realidade inventada,

Uma dor que não doa

Uma loucura lúcida,

Inexistentes?

Como um devaneio real,

Um amor eterno,

As mentiras sinceras,

Uma essência perdida.

Existentes...

No meu mundo!

Onde tudo é possível.

Onde os peixes voam,

As aves nadam,

Onde tudo pode

E tudo se faz real.

Mundo que não é mundo,

Um real imaginário.

Ah! Isso sim me agrada...

O desejo do impossível,

Fantasiado pela minha mente...

Real ou ilusório,

Tanto faz...

É o meu mundo,

E só meu....

Por Adriana Ishikawa

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Fábula da vida


Menina moça ou moça menina? Já crescida e ainda ingênua?!

Seu olhar transparece a doçura de uma criança e seu andar a sensualidade de uma mulher, voz meiga e serena, porém determinada; menina que sonha com um lindo futuro, mulher que concretiza seus ideais, menina que ainda brinca, mulher que agora briga – sim, ela briga; uma briga entre o querer e o poder, uma briga interna entre o ego e o desejo e entre o real e o imaginário.

Oh menina! Larga-te da saia de tua mãe e dos braços de teu pai, veja o mundo que lhe espera e os seus devaneios a concretizar....Oh mulher! Mantenha a cautela de uma boa experiente, pois o mundo é traiçoeiro e as pessoas egoístas, seja a menina puritana ao olhar de muitos e a mulher feminina perante outros.

Seja ávida ao pensar em sua vida e cuidadosa nas suas realizações, pois como dizem: a inveja tem sono leve.

Brinque, sonhe, mas não deixe de acordar, cada segundo é precioso e cada atitude terá grande conseqüência em seu futuro; seja inteligente e bem humorada, mantenha um sorriso estampado em seu semblante, pois só se vive uma vez...

Seja intensa e intensifique...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Devaneio de um amante


Queria eu ser,
brilho do seu olhar,
razão do seu sorriso,
carinho dos seus abraços,
paixão dos seus beijos,

seu pensamento do dia,

motivo da sua felicidade,

sonho de cada noite,

e o amor que lhe completa.


É um anseio infinito

guardado em um peito melindrado,

porém repleto de esperança.

É um sonho almejado,

que um dia foi real.

É a chama do amor,
que faz meu amado ser impar,
o imaginário ser uma certeza,

a variável ser uma constante
e o devaneio virar lucidez.


Queria eu ser, enfim...
O que fosse correto onde o erro insistir;
O que fosse verdade sem razão pra mentir;

O que fosse preciso pra fazê-lo feliz.

Adriana Ishikawa

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Nem sempre um dia nublado podemos considerar ruim; pois da mesma maneira que os pássaros cantam em dias ensolarados, cantará em dias acinzentados. Basta você abrir a janela e ouvir a canção...




Por Adriana Ishikawa

terça-feira, 28 de setembro de 2010

No decorrer da vida, aprendi muitas coisas e também aprendi que serei uma eterna aprendiz.
Diante dos meus olhos passam e passaram-se inúmeras situações, algumas, lógicas, outras, nem tanto, mas o lógico nem sempre é tão obvio assim.
O fato é que nem tudo é explicavel, mas também não foge completamente do real. A realidade também é constituida de sonhos e sonhos podem se tornar reais, consequentemente, digamos que os fatos mais inexplicaveis podem ser os mais verdadeiros de nossas vidas e quem sabe os mais marcantes.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Egocentrismo

A incerteza de um coração,
fazem com que lágrimas caiam.
Porém a experiência de vida,
faz com que o espírito cresça.
E a sensatez edifica a alma.
Um amor não correspondido, machuca;
mas as feridas cicatrizam.
Feridas fechadas só podem ser abertas se permitires.
Tão inteligente és, permita-se apenas para o que lhe convém.
A cautela não é necessariamente sinônimo de medo,
mas sim de amor próprio.
Ame-se!


Por Adriana Ishikawa

domingo, 12 de setembro de 2010

A luz que indica o caminho, ofusca.
O caminho que direciona a saída, complexo.
A complexidade, relativa.
A relatividade, sempre incerta.

Por isso, não deixe a luz dos seus caminhos ofuscarem;
Não permita a complexidade diante da simplicidade;
A relatividade é incerta, mas ouvindo o coração se torna mais visível.




Por Adriana Ishikawa


sexta-feira, 16 de julho de 2010

Eis aqui estou!


Pulsante coração,
Acelerado, solitário.
A tarde já chegou,
E o anoitecer anunciou.
Dias vão passando,
E o ano finalizando,
Eis aqui estou!

Pulsante coração,
Alegre, impulsivo,
De mistérios descobertos,
Outros, segredos serão eternos.
Eis aqui estou!

Pulsante coração,
Tão pouco compreendido,
Porém simples ao ser lido,
Aupicioso? Talvez...
És inocente, vive um dia por vez.
Eis aqui estou!

Pulsante coração,
Sem controle, sem razão,
Internado em um corpo vegetativo,
Acelera os pensamentos sem sentido,
Eis aqui estou!

Vim compreender-te,
Vim seguir-te,
Segue sua razões,
Sentimentos e emoções,
Dê vida ao que parece falecido,
Vivencie muito mais que foi vivido.
Eis aqui estou!



Por Adriana Ishikawa

terça-feira, 13 de julho de 2010


Olhos,
Pureza da alma,

Boca,
O fluir dos anseios,

Toque,
O inicio do prazer,

Coração,
O vigilante auspicioso.







Por Adriana Ishikawa





quinta-feira, 8 de julho de 2010


Uma leve brisa envolveu meu rosto,
Fechei os olhos por um instante,
Um lindo sorriso foi exposto;
Encantador e deslumbrante.

Homem formoso,
Olhar sereno,
Jeito manhoso,
Que belo moreno!

Dotado de mistérios,
Quais denunciam no olhar,
Repleto de charme.
Como não se encantar?

Finalmente os olhos abri,
O belo moreno ali já não estava,
Em prantos caí,
Ao saber que da minha imaginação não passava.

Oh belo moreno,
És dávida, és desejo.
És segurança, és o medo.
És a calma, és o caos;
És meu bem, és meu mal.




Por Adriana Ishikawa

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Dormindo menos e trabalhando mais

Atualmente quase metade da população brasileira sofre com distúrbios de sono, tendo suas noites comprometidas ao descansar. Em média os brasileiros dormem 6 horas por noite, sendo que o recomendado são 8 horas diárias de sono, aproximadamente.

A insônia ou as poucas horas de sono deve- se a inúmeros fatores, sendo o mais comum a rotina diária da população e as responsabilidades adquiridas no decorrer da vida de cada individuo, restando pouco tempo para lazeres e descanso.

“Cuidar de família e trabalhar fora ocupam grande espaço do meu dia, restando para mim pouco tempo para que eu possa me cuidar, necessito de um dia para mim”, diz Maria Aparecida de Souza, 54 anos, assistente de financeiro e dona de casa.

Especialistas afirmam que noites mal dormidas ocasionam e desencadeiam vários problemas na saúde do individuo, inclusive compromete a saúde mental, gerando grandes problemas em sua vida social e influenciando em sua vida profissional. A qualidade do sono interfere muito na vida diária das pessoas, dormir mal reflete em cansaço, mal humor, dores de cabeça, dificuldade de concentração e outros sintomas desgastantes no dia seguinte.

“Tenho um ritmo de vida muito tumultuado, todos os dias tenho que colocar em minha agenda meu afazeres diários e mesmo desta maneira ainda não consigo administrar meu tempo. E muita coisa para uma única pessoa; sinto que ando ausente inclusive com minha família e ainda procuro uma solução para resolver esta situação”, relata Paulo Yokamura, 33 anos, empresário.

“Ligo a TV, ouço as rádios, leio, mas o sono não chega. Creio que seja uma herança dos tempos de vigia noturno. Sinto cansaço e dor de cabeça; eu acredito que seja por conta desta falta de sono”, diz Francisco Silva, 32 anos, há três anos trabalhou como vigia noturno.



Por Adriana Ishikawa

terça-feira, 29 de junho de 2010

Treinadas Para Matar

Há quem diga: “Mulher de TPM, ninguém aguenta”. De fato, o negócinho chato esta tal de TPM, mulher já é carente por natureza, quando esta neste período, piora...chora porque vizinha lamenta a perda do namorado, chora porque não fez sol, chora porque acha que engordou, chora por tudo, exatamente tudo; de repente aparece uma crise de nervos: “Fulano eu disse para abaixar a tampa da privada”...”Abaixa esta tv, parece que é surdo”...”Atende o telefone, tudo depende de mim, nem o prato lava”....

Sendo eu uma mulher, confesso, mulher fica insuportável na TPM, realmente são Treinadas Para Matar, muito inteligente quem inventou esta frase, tem todo o sentido. Não contradize uma mulher durante esta época, no mínimo que vai lhe acontecer é dormir no sofá, com um lençol, em pleno inverno.

Caro amigo, seja inteligente, durante a TPM de sua mulher, vá viajar, fique pelo menos uma semana fora, assim não correrá risco de vida, caso não consiga manter um certo distanciamento, concorde com ela sempre, nunca seja enigmático, pois ela sempre vai entender o pior lado da situação, nem pense em fazer a pior pergunta: “O que você tem?”, tenha certeza que será a pior coisa que irá fazer, ela vai lhe falar coisas que você, homem, não estaria preparado a ouvir ou simplesmente te olhará, sem dizer palavra alguma, um olhar mortal. Uma dica: não reaja, fique imóvel e não abra a boca pelo menos nos próximos trinta minutos.

Mas pense pelo lado positivo, só irá durar uma semana, após ela será a mulher doce, calma e sorridente que conheceu naquele barzinho na mesa ao lado, a moça simpática que sorriu para você naquela noite e deu o beijo que custa hoje quase metade do seu salário.

Sejamos realistas, mulher com ou sem TPM é um mal necessário para a raça masculina, homem sim é “sexo frágil”, totalmente dependente de uma mulher, uma dorzinha no dedo chora a noite toda, se não tiver comida no prato, não come, roupa limpa, não se veste e ainda exige uma escrava durante o dia e uma sinhá durante a noite, só uma mulher aguentaria tal situação. Mulher consegue ser mãe e pai, um homem jamais conseguiria ser pai e mãe, imagina um homem falando à sua filha sobre a sua primeira menstruação, chega a ser cômico, mas há suas exceções.

Dica para as mulheres: aproveitem, pois a TPM é apenas a única semana que temos para fazer o que temos vontade no mês todo.


Por Adriana Ishikawa